Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em carta enviada com ao jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (4), Léo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS, preso em Curitiba, reafirma as acusações que fez contra o condenado Lula da Silva no caso do tríplex de Guarujá (SP).

A carta é devastadora para Lula e para a própria Folha.

Preso em Curitiba, Léo Pinheiro desmontou a reportagem publicada pelo jornal no último domingo, fabricada a partir das mensagens roubadas à Lava Jato e repassadas pelo Intercept.

Em um parte do texto, Pinheiro afirmou:

“O material que comprova a minha fala está no processo do tríplex e foi todo apreendido pela Operação Lava Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 2014.”

Além disso, ele ainda reafirmou o pagamento de propinas ao ex-presidente Lula.

Confira abaixo mais um trecho da carta enviada por Léo Pinheiro:

“Preciso dizer que as reformas não foram um presente. Os empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS apresentavam grandes passivos ocultos, com impostos, encargos que não deveriam ser assumidos pela OAS. Em paralelo, João Vaccari cobrava propina de cada contrato entre OAS e Petrobras. Combinei com Vaccari que todos os gastos do triplex e sítio seriam descontados da propina. Repito, esse encontro de contas está provado por uma mensagem minha trocada na época dos fatos, devidamente juntada no processo e ainda pelo depoimento do diretor da empresa.

As obras do sítio e no triplex tinham custos relevantes e eram devidamente contabilizadas. Documentos internos da OAS provaram no processo que as despesas das duas obras eram lançadas em centros de custos próprios, com uma referência ao ex-presidente (Zeca Pagodinho) e as divisões ‘praia’ e ‘sítio’.”

Confira a carta na integra:

Valdelânio Benjamim – ManchetePB