Ex-ator da Record, deputado quer acabar com a masturbação

Deputado Marcelo Aguiar declara guerra contra a masturbação

Se você curte uma “diversão solitária” de vez em quando, seus dias podem estar contados! O deputado federal Marcelo Aguiar (DEM-SP) ganhou destaque na mídia, nesta quarta-feira (4), com um projeto que está deixando muita gente preocupada. O motivo? O colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, divulgou que ele quer acabar com a pornografia e a masturbação no Brasil!

A ideia de Marcelo é que as operadoras telefônicas criem uma maneira de vetar “conteúdos de sexo virtual, prostituição e sites pornográficos”. Na justificativa para o projeto (sim, ele apresentou isso na Câmara), o político afirma que existem “viciados em conteúdo pornô e na masturbação”. O que pouca gente lembrava é que o parlamentar evangélico foi uma celebridade da TV no passado.

Marcelo iniciou a carreira aos oito anos cantando em festivais de música sertaneja. Um ano depois, já era calouro do programa de Raul Gil. Entretanto, o grande trabalho veio em 1999 quando foi convidado para interpretar um violeiro e peão na novela “Estrela de Fogo”, exibida pela Record. Ele também cantou o tema de abertura da trama.

Em 2000, o cantor se converteu. Depois de alguns meses, foi convidado pela pastora Sônia Hernandes para fazer parte da banda Renascer Praise. Na televisão, Marcelo ainda apresentou diversos programas na Rede Gospel de Televisão, entre eles, “Clip Gospel”, “Homens de Fé”, “Última Palavra” e “Questão de Cidadania”.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Marcelo Aguiar usa a política para atuar em defesa dos princípios cristãos. Inclusive, fez parte da comissão que analisa o polêmico Estatuto da Família, que pode retirar direitos das novas formações familiares. No ano passado, ele também formalizou uma representação junto ao Ministério Público Federal contra a Globo por causa do programa “Tá no Ar – A TV na TV”, por suposta ridicularização aos evangélicos no quadro “Galinha Preta Convertidinha”.

Projeto polêmico
No projeto contra a masturbação apresentado por Marcelo na Câmara, ele justifica os motivos que o levaram a propor a lei. “Estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e o tablet proporcionam”, afirma.

Aguiar também defende que a “diversão solitária” causa dependência. “Os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência e já estão sendo chamados de autossexuais – pessoas para quem o prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado, pelo método, digamos, tradicional”, completa.

Do RD1

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