Semelhante ao que ocorre em outras partes do país, beneficiários que precisam dos serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Paraíba têm enfrentado muitos problemas. A falta de servidores para atender o público provoca filas de espera e demora do atendimento.

Os beneficiários também reclamam do atendimento pelo telefone e através da internet. A falta de informação faz com que muitos gastem tempo entre uma agência e outra para resolver alguma pendência.

“Pelo telefone não dá certo. Querem que a gente fique acessando pelo site e e-mail. Mas tem pessoas que não sabem nem mexer com internet. Chequei aqui, eles fecharam e disseram que não têm funcionários para atender. E onde a gente vai resolver esses problemas?”, questionou Maria Moreira que desde o mês de outubro tenta atendimento para resolver a situação do benefício de um filho com deficiência.

Severino Ramos da Silva há cinco meses tenta resolver a questão da aposentadoria de Dona Salete, moradora do Colinas do Sul. Segundo ele, o problema mais sério é que o nome dela foi colocado com erro em processo de pensão por morte.

O aposentado Paulo Raimundo reconhece que os servidores do órgão têm se esforçado, mas com a defasagem no quadro de pessoal fica difícil manter uma atendimento satisfatório.

“Muitos guichês estão sem funcionários e muita gente de idade está aguardando a aposentadoria. Vai ficar mais difícil ainda para o posto do INSS. Infelizmente está um caos aqui”, enfatizou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, nesta quarta-feira (15), que até o fim do mês, militares já estarão ajudando na força-tarefa para tentar reduzir o atraso na análise de pedidos de aposentadorias e benefícios, como auxílio-doença e o BPC (pago a idosos carentes e deficientes).

A contratação temporária de integrantes das Forças Armadas que estão na reserva foi anunciada nesta terça (14) como uma das medidas para enxugar a fila de espera no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

ManchetePB com MaisPB