Jornalista da Paraíba lança livro sobre suicídio e tabus que sufocam o tema

Iracilda e Cláudia

O suicídio é um problema que está intrinsecamente ligado a sociedade moderna. Porém, ainda há restrições no que se refere a sua divulgação por parte da mídia e dos meios de comunicação. A jornalista Cláudia Carvalho, acredita e defende que casos de suicídio devem sempre ser divulgados pela mídia, porém com muita responsabilidade. De acordo com Cláudia, é necessário enfatizar sempre que as pessoas com problemas precisam de ajuda. E ela aborda o tema no livro “Suicídio, Prevenção, Pós-venção e Direito à Vida”, que será lançado neste sábado (15) em João Pessoa.

“É preciso divulgar sim, mas divulgar com muita responsabilidade. Divulgar enfatizando que as pessoas que têm problemas e que pensam no suicídio, elas precisam procurar ajuda. Da mesma maneira como se você tem uma doença qualquer você vai ao médico, a pessoa que pensa em suicídio também deve procurar ajuda médica ou procurar pelo menos alguém que possa lhe auxiliar”, disse.

Segundo ela, foi criado todo um tabu em volta do tema que permanece até hoje, mas de acordo com a jornalista os profissionais já vêm sendo orientados a tratar sobre o assunto de forma ampla. “Criou-se este estigma que perdura de certa forma até hoje, de que não se pode falar sobre o assunto para não estimular novos casos, mas a Organização Mundial de Saúde, a Associação Brasileira de Psiquiatria já tem orientado os profissionais de imprensa na atualidade a seguir o caminho contrário”, afirmou.

Livro trata sobre suicídio

O livro “Suicídio, prevenção, pós-venção e direito à vida”, será lançado neste sábado (15) no Centro Cultural Ariano Suassuna e é o volume um de uma coleção de seis livros, que trata sobre prevenção e pós-venção ao suicídio. O volume I são treze artigos, com treze autores e seis co-autores, que tem temas muito diversificados relacionados sobre suicídio.

Segundo a autora do livro, professora e fundadora do núcleo de prevenção e pós-venção do suicídio, Iracilda Gonçalves, quem tiver a oportunidade de ler o livro vai poder caminhar por várias áreas do campo profissional que envolvem e tratam sobre o assunto.

“O leitor vai ter a oportunidade de ler sobre vários campos de atuação profissional falando sobre a prevenção do suicídio, então é um livro rico para o leitor, porque ele vai abranger o leitor, o profissional, o educador, o leigo, então é interessante falar sobre o fator de prevenção”, afirmou a professora.

De acordo com Iracilda, é importante se ter um livro sobre um tema tão difícil de se debater e conversar, tendo em vista que a leitura é feita de forma individual, e pode ajudar quem não tem coragem de se expressar sobre o assunto.

“O livro dá a oportunidade de o sujeito, na sua intimidade, na sua casa, ler e ter a oportunidade de sair do quadro de depressão, sair desse quadro de elaboração de diário suicida”.

Rafael San/Correio da Paraíba

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