Lula deu o nome de Fernando Haddad (PT) para articular a oposição ao novo governo. (Foto: Edu Saraiva/Frame/Estadão Conteúdo)

OPINIÃO — “O que não nos mata, nos fortalece”. Esse deve ser o pensamento dos movimentos progressistas brasileiros pós vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas. A extrema-direita vai ao poder e pela primeira vez em anos, as esquerdas marcharão na oposição de cabeça erguida podendo, não só se opor, mas se aproximar de onde nunca deveria ter se afastado: o povo.

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Eles devem ficar longe de discursos lacradores, do academês dos movimentos, da dispersão de pautas gerais em outras tantas mínimas, porque é a hora de ficarem juntos e a ordem da vez é, desde a derrota no último domingo (28), “ninguém solta a mão de ninguém”; resta saber se assim permanecerá por muito tempo.

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A esquerda tem nas mãos a responsabilidade de não espantar os milhares de eleitores que votaram no PT para não votar em Bolsonaro e dialogar sem dispersar essa multidão será um desafio e tanto se estes quiserem ter nomes competitivo nas próximas eleições, que servirão como termômetro para as próximas, como aconteceu em 16 e a rejeição de políticos e partidos tradicionais e em 18 com a vitória do anti-petismo.

Lula deu o nome de Fernando Haddad (PT) para articular a oposição ao novo governo. São fortes sinais de que a moderação de diálogos deve reinar e a “resistência” deve ter 50 ou mais tons de democracia.