O enigma do Pavão Misterioso no Raízes do Brejo

PILÕEZINHOS (PB) – A terra do Pavão Misterioso ganhou o direito de encerrar a Rota Cultural Raízes do Brejo, edição de estreia. Órfã de um clima capaz de credencia-la na Rota Caminhos do Frio, restou-lhe esbanjar um dos mais intrigantes coloridos do reino animal: a cauda do Pavão, e ainda por cima, Misterioso. Pintores geniais como Picasso e Van Gogh não encontraram a tinta utilizada pelo criador para traçar aquelas penas. E o pincel? Eles morreram sem toca-lo e sem entender como cada um tem um número de ocelos (pequenos olhos) contidos na cauda.

É com a abertura da cauda que o Pavão galanteia pretendentes, realiza o acasalamento e gera vidas. Sua cauda aberta é um dos maiores leques da humanidade, chegando a dois metros de comprimento. Aqui se explica as núpcias de Pilõezinhos com o Projeto Cultural Raízes do Brejo e a chance de exposição de suas belezas para o mundo. É como se aquelas plumas refletissem no horizonte a geografia, os filhos ilustres, a tradição religiosa e a culinária do município. De novo, é o pequenino tornando-se gigante.

Poucos perceberam, mas José Camelo de Melo Rezende, autor do Romance do Pavão Misterioso, parece circular novamente pelas ruas da cidade nos deixando um recado enigmático, tão quanto a mística grega: “se naquela época, pobre de tudo, ousei e encantei o mundo, imagine vocês que vivem num tempo de possibilidades”.

No próximo dia 24 de novembro, Zé Camelo, falecido há 53 anos, estará mais vivo do que nunca, ali aplaudindo, vibrando, incentivando, exatamente vivo no pulsar dos corações interessados em continuar voando nas asas do Pavão.

Que venha o Raízes do Brejo!

Rafael San

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