Tomando como referência o período que vai de 2002 a 2012, o MS registrou uma variação de 313,6% na taxa de mortes envolvendo motociclistas na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo)
Tomando como referência o período que vai de 2002 a 2012, o MS registrou uma variação de 313,6% na taxa de mortes envolvendo motociclistas na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo)

O Estado da Paraíba ocupa a 12ª posição no ranking nacional de mortes em decorrência de acidentes de trânsito com motocicletas. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS) revela que o Estado tem taxa de mortalidade de 9,1, para cada grupo de 100 mil habitantes. O índice refere­se ao ano de 2012, último dado divulgado pelo Sistema. Além disso, entre 2002 e 2012, o Estado apresentou crescimento de 313,6%.

A cada ano, 45 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito no Brasil. No país, a taxa é de 6,3 mortes por 100 mil habitantes.

Dos 12 estados do Brasil com maior taxa de mortalidade de vítimas de acidentes com motos, seis são nordestinos. E, a Paraíba, ocupa o sexto lugar na região, com maior taxa de mortalidade. Em primeiro está o Piauí (21,1), que também lidera o índice nacional, seguido de Sergipe (17,5), Maranhão (11,7), Ceará (9,4) e Pernambuco (9,6). O estado que destaca-se com o menor número de mortes dessa natureza é a Bahia, que possui taxa igual a 4,1. Já o estado brasileiro com a menor taxa fica localizado no Norte do país, o Amapá, com apenas 0,8.

O número de acidentes no trânsito envolvendo motos vem crescendo nos últimos anos e deixando mortos. Como prova disto, e tomando como referência o período que vai de 2002 a 2012, o MS registrou uma variação de 313,6% na taxa de mortes envolvendo motociclistas na Paraíba. Em 2002, a taxa de mortes foi de 2,2 e em 2012 foi de 9,1.

Em 2013, a Paraíba registrou 355 mortes. Só no último ano, foram realizadas 3.169 internações de vítimas de acidentes com motocicletas.

O jovem Valdemberg Castanhola, 21 anos, morreu em um acidente de moto em 2012. Ele voltava de bloco pré­-carnavalesco, quando nas imediações do Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, bateu com a moto que pilotava em um poste. “A dor é imensa, parece que foi ontem. Ele se distraiu e acabou batendo de frente com o poste.

A namorada, que era a carona, sobreviveu, já ele teve morte cerebral. A perícia fez exames e detectou que ele tinha ingerido bebida alcoólica equivalente a duas latas de cerveja”, relatou Valdete Félix Castanhola, mãe do jovem.

Para o subcomandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), major Jussiê Pereira de Lima, “a gravidade desses números repercute no dia a dia. A maior parte desses acidentes são causados pelos próprios condutores. A legislação é boa, e existe fiscalização. Porém, ainda existem muitos condutores sem condições de integrarem o trânsito”, revelou o major.

PRF
Por sua vez, os acidentes envolvendo veículos de duas rodas representaram cerca de 30% do total de ocorrências registradas em 2014, em rodovias federais.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2014, foram registrados 927 acidentes envolvendo motos, motonetas e ciclomotores. Deste total, 1.101 pessoas ficaram feridas e 69 morreram. Já neste ano, a PRF registrou, nos primeiros quatro meses, 286 acidentes com veículos de duas rodas, com 323 feridos e 23 mortos.

No ranking nacional de vítimas de acidentes de trânsito com motocicletas, a Paraíba ocupa 12ª posição com taxa de mortalidade de 9,1 para cada grupo de 100 mil habitantes. De 2002 a 2012, a variação da taxa de mortes de vítimas de acidentes de motos foi de 313,6%; Em 2002, a taxa de mortalidade de vítimas de acidentes de trânsito com motocicletas na Paraíba era de 2,2 para cada grupo de 100 mil habitantes. Já em 2012 era de 9,1.

Jornal da PB com SIM/MS