A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22), a quarta fase da Operação Xeque-Mate, com objetivo de combater supostos atos de corrupção passiva na administração pública e atuação irregular de ONG sediada na cidade de Campina Grande.

A operação contou com a participação de 30 policiais federais, sendo realizado o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão, nas residências dos investigados (em João Pessoa e Campina Grande), bem como no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. As ordens judiciais foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

ENTENDA O CASO

A quarta fase da operação investiga a possível cooptação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fernando Catão, para, em benefício do empresário Roberto Santiago, impedir a construção de um empreendimento comercial, no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo a investigação, Catão decidiu suspender uma licença ambiental que permitia a construção de um shopping em Intermares, em Cabedelo, depois de diálogos com empresário Roberto Santiago, que tinha interesse em barrar a construção do empreendimento.

Empresário Roberto Santiago pergunta ao conselheiro Fernando Cartão se 'vai ser do modo simples'; Operação Xeque-Mate investigou se conselheiro usou influência para barrar a construção de um shopping em Intermares (Foto: Polícia Federal na Paraíba/Reprodução)
Empresário Roberto Santiago pergunta ao conselheiro Fernando Cartão se ‘vai ser do modo simples’; Operação Xeque-Mate investigou se conselheiro usou influência para barrar a construção de um shopping em Intermares (Foto: Polícia Federal na Paraíba/Reprodução)

Nesse contexto, as medidas hoje cumpridas possuem o escopo angariar elementos de prova relacionados à possível prática ilícita de concessão de medida cautelar, pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no intuito de impedir a construção do empreendimento.