Todo mundo já sabe que fumar não faz nada bem para o organismo. Mesmo assim, 21 milhões de brasileiros são fumantes, o que representa 2% do 1 bilhão de usuários de produtos derivados do tabaco com mais de 18 anos em todo o mundo. Com isso, o país ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes.

Ainda não se impressionou? Saiba que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 7,5 milhões de pessoas morram por ano até 2020 por doenças causadas por tabagismo. Agora deu vontade de não chegar nem perto de um maço de cigarro?

“O hábito de fumar não traz apenas problemas como o câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença cardiovascular ou dificuldade reprodutiva. Há cerca de 50 doenças relacionadas. Só conviver com um fumante aumenta em 30% as chances de ter câncer de pulmão e em 25% as chances de doenças cardiovasculares,” explica o pneumologista Irinei Melek, do Hospital Angelina Caron, em Curitiba.

Pode soar exagerado e apocalítico, mas é real. No Dia Mundial Sem Tabaco (31 de maio), veja quatro motivos para evitar que essa fumaça entre no seu organismo:

1. Tabaco é a principal causa no mundo de doenças e mortes evitáveis

“Estima-se que o cigarro esteja relacionado à morte de quase a metade de seus
usuários em longo prazo. A recomendação é não fumar e não utilizar nenhuma forma de
tabaco”, explica o oncologista do Grupo Oncoclínicas, Cristiano Guedes Duque.

2. Fumar ocasionalmente também é nocivo

O fumo casual envolve da mesma forma o consumo de nicotina, uma substância psicoativa que induz modificações nos neurotransmissores do cérebro. Estas modificações podem se concretizar em alterações no estado emocional e comportamental (sendo um fumante casual ou contínuo).

3. Fumar pode comprometer até a saúde de crianças

“Há dois efeitos gravíssimos decorrentes de fumar na frente de crianças: o primeiro é aumentar chances de doenças como pneumonia, bronquite, exacerbação de asma, infecções do ouvido médio, síndrome da morte súbita infantil, além de uma maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta,” afirma
Duque. E a segunda sequela é o risco de a criança adquirir o hábito de fumar, no futuro,
devido às recordações e ao convívio.

Inclusive, um estudo recente mostrou que crianças expostas a filmes com cigarro são 3
vezes mais propensas a fumarem devido à influencia.

4. Só 20 minutos que separam o tabagismo e o bons índices de saúde

“Os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Por isso, eliminar o hábito ajuda a mudar e salvar vidas. Poucos sabem, por exemplo, que pressão arterial, frequência do pulso e temperatura de mãos e pés ficam normalizadas em apenas 20 minutos depois de parar de fumar”, adverte o oncologista e diretor da Oncoclínica, Carlos de Andrade.

Cada minuto sem o vício melhora a saúde. Em três semanas você já volta a ter a circulação sanguínea adequada, segundo o oncologista Tiago Kenji, do Hospital Santa Paula. Depois de 5 a 10 anos, o risco de infarto diminui e chega perto ao de uma pessoa que nunca fumou. Os que largam o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam. E cortar o hábito diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Manchete PB com VivaBem.