Momento da entrega no Vaticano

Bonitas histórias merecem reconhecimento, aplausos e até cruzar o oceano para chegar as mãos do Papa.

Nesta terça-feira (04/12), o Papa Francisco foi agraciado com um exemplar do livro “Um bispo que amava os pobres”, de autoria do jornalista e diácono permanente José Nunes. Uma abordagem sobre a trajetória profética de Dom Marcelo Pinto Carvalheira – o 1º bispo da Diocese de Guarabira – em favor dos pobres.

A obra foi apresentada ao Pontífice pelo monsenhor Nereudo Freire da Arquidiocese da Paraíba. José Nunes vibrou!

Em vida, Dom Marcelo esteve pessoalmente com os Papas São João Paulo II e Bento XVI. Hoje, inscrito na história, se encontra com o Santo Padre através das páginas.

História

Natural de Pernambuco e expoente do chamado “clero progressista” da Igreja no Brasil, tendo atuado como assistente de dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, dom Marcelo Carvalheira assumiu atitudes combativas por ocasião de sua passagem pela Paraíba, denunciando, abertamente, crimes cometidos por uma facção do “Esquadrão da Morte”. Alinhou-se a dom José Maria Pires nos movimentos em favor dos oprimidos e na denúncia de situações de injustiça e opressão, que foram dominantes em nosso Estado entre as décadas de 70 e 80.

Dom Marcelo Carvalheira foi nomeado arcebispo da Paraíba em 1995. Faleceu no dia 25 de março de 2017, a caminho de um hospital, no Recife. Ele passou os últimos anos da sua existência residindo no mosteiro de São Bento, em Olinda-Pernambuco. A obra “Um Bispo que Amava o Povo” foi editado com o apoio da prefeitura municipal de Guarabira, através da secretaria de Cultura daquele município do brejo e a cerimônia de lançamento foi abrilhantada por uma apresentação da cantora lírica Ana Gouveia. Na homilia para a ordenação episcopal de dom Marcelo na diocese de Guarabira em dezembro de 1975, dom José Maria Pires afirmou: “O bispo tem que ser como o pescador que se faz ao largo no verão ou no inverno, mesmo correndo o risco de nada apanhar. O homem de coração generoso, capaz de testemunhar seu amor ao Cristo e ao seu rebanho, ainda que para isso tenha que enfrentar incompreensões e até morte, enquanto aguarda que o Senhor se manifeste aos fiéis e aos adversários”. José Nunes já havia escrito “Entrego-me como irmão” e “O bispo da solidariedade”, também tratando da trajetória eclesiástica de dom Marcelo Carvalheira.

Rafael San