Suspeitos estavam armados e invadiram a escola por uma das janelas da instituição (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Suspeitos estavam armados e invadiram a escola por uma das janelas da instituição (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Um menino de 11 anos, que estuda na escola que foi alvo de um “arrastão” na manhã desta segunda-feira (1º) em João Pessoa, disse que ficou de joelhos pedindo que não o matassem durante a ação dos criminosos. O assalto aconteceu na Escola Estadual Professora Luzia Simões Bartollini, no bairro do Jardim Planalto, onde dois homens chegaram em uma motocicleta e invadiram a instituição.

“Ele chegou lá na sala e a professora mandou todo mundo sair da sala. Todo mundo saiu e eu levei a bolsa pra diretoria, mas esqueci meu caderno. Quando eu voltei, o homem colocou a arma na minha cara. Eu me ajoelhei dizendo ‘não, não’. Ele perguntou o que eu queria pegar, eu disse ‘meu caderno’. Aí ele jogou o caderno na minha cara”, relatou a criança.

Quando eu voltei, o homem colocou a arma na minha cara. Eu me ajoelhei dizendo ‘não, não'”
— Estudante de 11 anos

De acordo com a Polícia Militar, os dois suspeitos do crime, que aparentemente são adolescentes, estavam armados e invadiram a escola por uma das janelas da instituição para roubar os celulares dos alunos. O crime aconteceu por volta das 9h40 quando os alunos participavam das aulas.

Algumas pessoas precisaram ser socorrida após ação dos bandidos (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Algumas pessoas precisaram ser socorrida após ação dos bandidos (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Segundo relatos de testemunhas, os assaltantes teriam levado cerca de 80 celulares. Enquanto a dupla agia dentro da escola, outros dois homens teriam ficado do lado de fora da instituição de ensino para auxiliar na fuga. Algumas pessoas passaram mal e uma equipe do Corpo de Bombeiros foi prestar socorro no local.

Conforme o policial militar Jeferson Barros, a dupla fugiu antes do policiamento chegar ao local e nenhum suspeito foi identificado até as 12h desta segunda-feira. A Polícia Militar informou que está realizando buscas pelos suspeitos, inclusive com o auxílio do helicóptero Acauã, da Secretaria de Defesa Social (Seds) da Paraíba.

Segundo a diretora-adjunta da escola, Maria Marlene Batista, no ano passado, a escola chegou a ser arrombada, porém, nunca tinha ocorrido dentro da instituição arrastões como este. Ela alertou que ao redor da escola crimes sempre são registrados, principalmente no turno da tarde, quando muitos alunos já relataram terem sido assaltados. “A escola clama por segurança. Os alunos não querem mais voltar à escola com medo. Nós queremos uma garantia para escola de que vamos ter essa segurança”, frisou a diretora-adjunta. Ainda segundo ela, duas gestantes e uma estudante com problemas respiratórios passaram mal e precisaram ser socorridas.

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O capitão da Polícia Militar Sidney Paiva, lamentou a ação criminosa e contou que a polícia trabalha com a hipótese de que alguém de dentro da instituição de ensino tenha repassado informações para os assaltantes. “O crime ocorreu após o lanche da manhã. Além disso, eles sabiam a janela que estava mais desprotegida. Esses dados podem ter sido passados por pessoas de dentro da escola”, contou.

Um estudante, que preferiu não se identificar, contou que realizava uma prova no momento do crime e logo começou a ouvir os gritos de outros colegas. “Uma professora percebeu que era um assalto pediu que todos os alunos ficassem dentro da sala de aula, todos estavam apavorados e chorando. Para evitar que os criminosos entrassem onde estavámos, nós colocamos a mesa na frente da porta. Os assaltantes ainda tentaram abrir a porta, mas não conseguiram. Em seguida, fugiram”, explicou ele.

G1 Paraíba