Após uma longa assembleia geral de aproximadamente quatro horas e meia, os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram por ampla maioria continuar a greve por tempo indeterminado. A assembleia foi realizada em frente ao prédio da Reitoria da universidade no campus I, no bairro de Bodocongó, em Campina Grande, na manhã/tarde dessa quinta-feira (8).

Na pauta da assembleia estavam informes, situação dos professores substitutos, greve geral do dia 30 de junho, uma avaliação da greve o e os encaminhamentos do movimento. Essa foi a segunda assembleia geral realizada pelos professores da UEPB desde que a greve foi iniciada, no dia 12 de abril. A ampla maioria dos professores deliberou pela continuidade da greve.

Os professores avaliaram durante a assembleia que neste momento, apesar de pequenos avanços nas conversações com os gestores (Reitoria e Governo do Estado), não existem ganhos suficientes que permitam a categoria encerrar a paralisação.

Alguns dos encaminhamentos outros deliberados em assembleia para o movimento foram: que a ADUEPB exija da Reitoria a disponibilização dos contracheques detalhando as verbas rescisórias dos professores substitutos; exigir o pagamento dos 18 dias do mês de maio aos professores substitutos que foram descontados devido a greve da categoria;

A assembleia também deliberou por cobrar do Governo do Estado a disponibilização dos recursos financeiros constantes na LOA para a UEPB, que possam vir a ser utilizados para a reposição salarial dos professores. Outra decisão importante dos docentes, foi a construção de um fundo solidário entre os professores para subsidiar a participação dos docentes substitutos e estudantes no movimento, sendo os recursos depositados numa poupança, a ser aberta por uma comissão dos substitutos. A conta será informada a ADUEPB, que se responsabilizará em realizar uma campanha de divulgação pelas redes sociais e pelos canais de comunicação do Sindicato.

Na assembleia também foram aprovadas moções de repúdio para o Governo do Estado, pelos cortes que ele tem realizado no orçamento da UEPB, para o pró-reitor de extensão da universidade José Pereira, por atitudes machistas e grosseiras contra a professora Lurdes Sarmento, durante o ato público ocorrido no dia 31 de maio, em frente à sede da Justiça Federal, durante a solenidade de abertura da Reunião da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais – Abruem.