A suspeita de furto tinha um mandado de prisão expedido no Espírito Santo

Foi decretada nesta segunda-feira (15) pela 1ª Vara Mista da Comarca de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba, a prisão preventiva da jovem suspeita de ter furtado cerca de R$ 600 mil em joias da casa da família em que trabalhava como babá, no Espírito Santo. Raquel Viana dos Santos foi presa em flagrante na noite de quinta-feira (11) em Mamanguape, que fica a 52 km de João Pessoa e agora deve ser conduzida ao Presídio Feminino Júlia Maranhão, na capital paraibana.

Na audiência de custódia, realizada hoje, a juíza Juliana Duarte Maroja disse que a prisão se justifica para a garantia da ordem pública, já que a ex-babá já tinha contra ela mandado de prisão no Espírito Santo, e mesmo assim, incorreu novamente em pratica criminosa, quando foi detida na última quinta-feira na Paraíba, o que segundo a magistrada, “indica que ela se dedica à atividade criminosa e sem qualquer temor à ação do Estado”.

Raquel Viana já tinha mandado de prisão expedido pelo Juízo da 6ª Vara Criminal da Comarca de Vila Velha pela prática de furto qualificado cometido em novembro de 2017.

A juíza da 1ª Vara Mista de Mamanguape justificou a homologação da prisão cautelar, acrescentando que, na audiência de custódia, a ex-babá afirmou que não possuia residência fixa, que “estava na rua” e no momento da abordagem policial, já planejava outra fuga.

A juíza ainda determinou que as jóias que foram apreendidas com a suspeita fossem depositadas, em agência da Caixa Econômica Federal e em relação aos veículos (uma motocicleta e um carro) que fosse oficiado ao Juízo de Vila Velha para que informe, em 10 dias, se persiste interesse nos bens, esclarecendo que há a possibilidade de alienação, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O mesmo prazo também ficou estabelecido para que o Juízo da 6ª Vara Criminal de Vila Velha sinalize se há interesse na realização de perícia técnica no celular apreendido com a suspeita. A perícia poderá ser realizada pela Polícia Federal na Paraíba, por meio de carta precatória. Com relação a uma arma de fogo apreendida com a suspeita, a Justiça em Mamanguape aguarda deliberação que deve proceder da Justiça estadual do Espírito Santo.

Cachorro apreendido
No dia em que foi presa, Raquel Viana estava com um filhote de cachorro que, segundo 1ª Vara Mista da Comarca de Mamanguape, tem recebido cuidados de um policial civil, que está custeando o abrigo do animal em um pet shop.

“Finalmente, em relação ao animal apreendido, considerando a peculiar situação em que o mesmo foi encontrado no momento da abordagem policial, e tendo em vista a ausência de local adequado para manutenção de cuidados básicos, oficie ao Juízo da 6ª Vara da Comarca de Vila Velha para que informe em 10 dias, se as vítimas têm interesse na aquisição do animal e, em caso positivo, o prazo que providenciarão sua viagem. Em caso negativo, se há alguma objeção na alienação do animal após cotação local, cujo fruto da alienação seria depositado judicialmente e vinculado aos autos”, deliberou a juíza.

Do G1 Paraíba