O paraibano não está ‘digerindo’ bem o novo aumento no preço da gasolina nas refinarias e que, certamente, será repassado aos consumidores pelos postos de combustíveis. A partir desta quinta-feira (12) o preço médio do litro da gasolina sobe de R$ 2,69 para R$ 2,78, uma alta de 3,3%, é o nono aumento do ano e o segundo reajuste praticado pela estatal na gestão de Joaquim Silva e Luna.

No acumulado do ano, a gasolina da Petrobras já subiu cerca de 51% enquanto o diesel avançou cerca de 40%. “Isso os prejudica, principalmente eu, que sou autônomo e necessito da gasolina pois não tenho como passar para o cliente a tarifa que está sendo aumentada. Fica difícil porque tenho que por do meu bolso, mas não estou sendo retribuído pelo meu serviço. E não tem explicação do porquê tanto aumento”, lamentou o autônomo Alexandre Odorízio.

Paraibanos reclamam de aumentos constantes da gasolina

O consumidor defende uma atuação mais enérgica da população, com protesto. “Fico com as mãos atadas porque eu preciso do serviço, preciso levar o alimento para minha casa e não tenho outra coisa para fazer. Do mesmo que estou sendo prejudicado outros amigos também estão sendo da mesma forma. Tem que haver uma paralisação para haver uma conscientização do governo”.

Já a profissional liberal Tatiana Almeida disse que o “brasileiro faz uma ginástica porque é impossível conviver com tantos aumentos”. “Mostra só que o governo não tem controle sobre isso. Está precisando que o governo olhe mais para o povo brasileiro”, destacou Tatiana.

O funcionário público Rogério Pereira avaliou o nono aumento como absurdo e ironizou que vai precisar andar a pé para economizar. “Tá muito caro. É só aumento e a gente não sabe o que fazer. Esse governo está complicado. Só Deus mesmo”.

Para alguns consumidores a responsabilidade é do estado

Há, contudo, quem defenda o governo federal e coloque a responsabilidade no estado. Caso do pastor evangélico, Sidnei Xaxá. “Não está dando. Uma vergonha. É preciso baixar o ICMS do estado para que possamos ter uma gasolina mais barata. O governo federal fez a sua parte, mas o governo do estado não quer fazer a sua e a população sofre”, avaliou.

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